No último dia 7 de novembro, o movimento de pessoas no saguão do Hospital da Lagoa foi maior do que o normal, desde às 8h. Mais de 300 pessoas prestigiaram a iniciativa da Associação de Diabéticos da Lagoa (ADILA) pelo Dia Mundial do Diabetes, que durou toda a manhã.
Testes de glicemia, orientações de nutricionistas, dentistas, oficina de “self healing”, palestra, degustação de produtos dietéticos e exposição de medidores de glicemia foram os serviços prestados durante o evento, coordenado pela Dra. Maria Adeuzita Neves, presidente da ADILA.
“Achei interessante toda essa movimentação. Medimos a glicemia e as pessoas conversaram com a gente. A dificuldade é a de encaminhá-las para a nutrição”, afirma a doutora.
“Este ano encaminhei, ao plantão de endocrinologia, pessoas com diabetes, que já saíram daqui devidamente medicadas. É o primeiro ano em que trabalhamos dessa forma integrada”, explica.
Palestra e Oficina de Self Healing
Sessenta e sete pessoas assistiram à palestra do professor de educação física, Átila Sbano, que abordou o tema: Exercício Físico para a Saúde. Um dos destaques da apresentação foi a explicação da diferença entre atividade física e exercício físico.
A idéia central da palestra, segundo o professor, era tirar o medo que as pessoas têm de praticar atividade física e a recomendação dos 30 minutos diários. No final da palestra, o professor Átila convidou a todos os presentes para uma sessão de alongamento, por cerca de 20 minutos.
Também foi realizada uma sessão de Self Healing, com a professora Maria Lucia Agostini. A prática estimula o nosso corpo a se autocurar, passando a idéia de que a responsabilidade da cura é da própria pessoa. “Nós trabalhamos muito com exercícios físicos, respiratórios, visuais e massagens. Especificamente para quem tem diabetes, essa prática estimula a circulação e aumenta a absorção da insulina pelo organismo.”
Depoimentos sobre a Iniciativa
“Bacana. Eu vim sozinha até aqui e não tenho diabetes. Tiraram a minha glicemia e estava em 111”, Maura Castilho, 57 anos, aposentada.
“Fiquei sabendo aqui mesmo no hospital e quis participar porque eu acho importante uma associação de pacientes realizar esse tipo de trabalho voltado para a comunidade”, Paula Maria Pereira, 30, nutricionista.
“Fiquei curiosa por causa da fila. Entrei para participar e estou assistindo até à palestra. Não me arrependo”, Carla Martins, 38, dona de casa, acompanhada da filha Karina, de 3 anos.
“Estou aqui porque o meu marido ouviu na Rádio Globo. Minha pressão está de menina: 12 por 8”, Gracia Maria, 58, dona de casa.

