Cristina Dissat, fotos Celso Pupo
Olhar para o Cristo Redentor, iluminado de azul, na noite do dia 14 de novembro foi um verdadeiro presente para os cariocas. Foi o único dia da semana que a chuva deu uma trégua e o céu estava quase sem nuvens. O tempo instável no Rio de Janeiro era a nossa maior preocupação. E, para alívio de todos, o dia começava claro, só com previsão de algumas pancadas de chuva isoladas, que não aconteceram.
Depois de ficarmos boa parte da manhã no Cristo Redentor, acompanhando a troca da iluminação - veja a reportagem do making of - voltamos ao Morro do Corcovado por volta das cinco da tarde. Para permanecer no monumento é necessário uma autorização especial, já que não é permitida a permanência do público após as seis e meia da tarde. Na guarita de entrada para o Cristo Redentor já éramos conhecidos, pois havíamos feito o mesmo caminho (duas autorizações) pela manhã. Tudo é muito organizado e ninguém sobe de carro sem permissão.
Ao chegarmos lá em cima, ainda encontramos a equipe da Rioluz, que permaneceu no local o dia inteiro para que o trabalho saísse perfeito. Por isso, o registro fotográfico é a nossa homenagem à turma que trabalhou duro. Os agradecimentos da Sociedade Brasileira de Diabetes ao encarregado da manutenção da RioLuz (Divisão Zona Sul), Enio Mendonça dos Santos (camisa clara); Carlos Marcos Lins Brum; Carlos Alexandre de Oliveira e Ricardo Luiz de Souza Dias. Foi um longo dia de trabalho. Entre as curiosidades, o registro do tamanho da lâmpada usada nos refletores.

Aos poucos, os turistas - o monumento estava lotado, já que foi o único dia de sol da semana - foram se retirando e os fotógrafos de vários jornais iam chegando. Era preciso estar no Morro do Corcovado ainda de dia. E o que ficar fazendo lá em cima? Nada. Era só apreciar a vista incrível da Cidade Maravilhosa e esperar a noite chegar.
De repente, não havia mais turistas no Cristo Redentor. O lugar era só de trabalho. Estavam lá no Morro do Corcovado: alguns jornalistas, cerca de 10 fotógrafos, um cinegrafista e uns dois motoristas dos jornais, que acompanhavam as equipes. Todos conversando calmamente, apreciando o engarrafamento lá embaixo e esperando a noite chegar. Por causa do horário de verão, a luz azul só começou a aparecer, suavemente, na estátua do Cristo Redentor por volta das 19h20. Era hora de começar a posicionar as câmeras, para encontrar o melhor ângulo.

E não é que estava ficando lindo? Não havia outro tipo de luz lá em cima, só os refletores com filtros azuis e o efeito no céu com poucas nuvens não poderia ter sido melhor.

Nós, realmente, tivemos o privilégio de acompanhar cada passo desse momento, quase isolados do alto da Cidade Maravilhosa. Ninguém estava preocupado em sair correndo de lá, não havia uma reclamação sequer da turma toda, que tinha que trabalhar até tão tarde, em plena véspera de feriado. Era uma oportunidade incrível.
Mas a noite tinha que acabar e, às 20h, os seguranças que trabalham no Cristo Redentor foram avisar que era hora de parar, porque a Força de Segurança Nacional estava subindo para assumir a proteção do local. As máquinas continuavam funcionando, mas em poucos minutos todos desmontaram seus equipamentos e encerraram o trabalho.
Não poderíamos deixar de registrar esses momentos. Foi uma experiência fantástica e, com certeza, a imagem do Cristo Redentor iluminado de azul, pelo Dia Mundial do Diabetes, correrá o mundo, mostrando que o Brasil trabalhou para divulgar a data e a importância do tratamento do diabetes.
Para nós, além da imagem do Cristo, ainda foi possível apreciar, com exclusividade, a Baía de Guanabara iluminada em uma linda noite de primavera, no Rio de Janeiro.
Gostaríamos de agradecer à assessoria de imprensa da RioLuz, à administração do Cristo Redentor e ao Parque Nacional da Tijuca.